Quando Lykke Li atende o telefão na manhã de segunda-feira, ela está em Los Angeles, ensaiando para o Coachella. Mais tarde naquele dia, a introspectiva cantora e compositora sueca — descrita pelo colaborador Mark Ronson como a "suma sacerdotisa da desilusão e da tristeza" — estará em Indio, apresentando músicas de seu sexto álbum de estúdio, **The Afterparty**, lançado em 8 de maio.
Li surgiu inicialmente com sua estreia de 2008, **Youth Novels**, e posteriormente alcançou sucesso mainstream com "I Follow Rivers", do álbum **Wounded Rhymes** de 2011. Agora, a ideia de compartilhar nova música parece intimidante, levando-a de volta ao início de sua carreira. "Quando eu tinha 19 ou 20 anos, sempre tinha que me provar ou conquistar alguém", ela diz.
Ela está enfrentando essa insegurança familiar com determinação. "Estou entrando nisso como um ringue de boxe brutalista", explica Li. "Não posso contar com haver fãs ou amor ali. Então, tenho que lutar meu caminho por este set."
Esse espírito de luta segue para **The Afterparty**, onde ela se afasta de seu estilo mais melancólico. Perguntada se a mudança foi intencional, ela responde: "Sim, com certeza". Com seu último álbum, **EYEYE** de 2022, "eu encontrei aqueles demônios dentro de mim, e agora estou em outro lugar, o que é muito emocionante". Ela chama essa fase de sua "era existencial".
Em termos líricos, o álbum reflete essa mudança — é mais esperançoso, curioso e filosófico do que qualquer coisa que ela já lançou antes. No primeiro single, "Lucky Again", ela canta: "Baby, segure firme / Até o fim amargo / Se tivermos sorte / Ficaremos sortudos novamente". Ela permanece aberta ao amor, mas não o persegue como antes. "Quando você é jovem, tem a sensação de que há alguém que pode salvá-lo de si mesmo", reflete Li. "No meu caso, eu tinha uma ideia romântica do que essa salvação significava."
O título do álbum funciona como uma metáfora em camadas. Literalmente, sugere um espaço onde "você faz coisas de que pode se arrepender" conforme a noite chega ao fim. Mas ela também vê a after-party como o que vem após a liberdade caótica da juventude. "Aos 20 anos, você está no pré-jogo e tem tudo pela frente. Você vai se apaixonar? Vai ficar famoso? Vai se mudar para algum lugar?", ela pondera. "E agora, com toda essa experiência de vida, você já sofreu algumas desilusões e já conhece o mundo."
Finais, ela acrescenta, também podem significar novos começos — como "o sol nascendo". O terceiro single, "Sick of Love", captura essa ressaca, quando a euforia da festa desaparece e você fica refletindo à luz sóbria do dia.
O processo de gravação foi um contraste gritante com seu último álbum, que ela fez em seu quarto em Los Angeles. "Adoro trabalhar em extremos", admite Li. "Eu queria que [o álbum anterior] fosse tão cru. Queria que o ambiente em que eu estava transparecesse, como os grilos e os ruídos imperfeitos." **The Afterparty**, por outro lado, foi gravado na Suécia com uma seção de cordas de 17 músicos, vários bateristas e vocalistas. "Eu queria fazer algo super maximalista, exagerado, e usar todos os instrumentos que já tive curiosidade", ela diz. "Eu estava me rebelando contra [o último] álbum." A direção orquestral também foi inspirada por uma série de concertos que ela fez com a Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca enquanto estava grávida, que ela chama de a melhor experiência musical de sua vida.
Enquanto fazia o disco, Li — mãe de dois filhos — buscou inspiração em outros artistas que também são pais. "Li este livro, **The Baby on the Fire Escape**, que é sobre Doris Lessing, Alice Neel, Louise Bourgeois e todas essas artistas mulheres", ela diz. Em sua própria vida, ela considera a maternidade e a criação artística "muito incompatíveis", admite francamente. Alternar entre os dois papéis era como adotar uma personalidade diferente. "O alter ego que criei para mim mesma quando estava trabalhando era esse tipo de garoto hedonista e masculino", Lykke Li descreve o personagem do álbum como um "garoto hedonista e masculino", explicando: "Então eu tinha essas realidades duplas." A divisão parece tão extrema que, quando ela ouve **The Afterparty** agora, admite: "Fico tipo, uau, como eu fiz isso? É quase como se tivesse vindo de um estado alucinatório, que a maternidade causa em você." No final, ela separa firmemente os dois lados de si mesma: "Quem eu sou como mãe não tem nada a ver com quem eu sou no palco."
Quando pergunto sobre sua sugestão anterior de que **The Afterparty** poderia ser seu álbum final, ela hesita. No final das contas, Lykke Li não terminou com a música. "Acho que é o álbum final nesta encarnação de mim mesma, que começou quando eu era muito jovem", ela esclarece. "Vou continuar fazendo música, mas será como artista solo, onde você se expõe tanto? Ou de outra forma?" Por enquanto, Li está em paz sem ter essa resposta.
Perguntas Frequentes
Claro Aqui está uma lista de FAQs sobre a nova era de Lykke Li, "Ready to Let Loose", em um tom conversacional natural
Geral / Contexto
P: O que é "Ready to Let Loose"?
R: É o título do quinto álbum de estúdio de Lykke Li e o nome de sua nova era musical, marcando uma mudança significativa para um som mais confiante, liberado e voltado para a dança.
P: Por que este álbum é tão importante para seus fãs?
R: Após seu álbum anterior, "so sad so sexy", que explorou a desilusão e a melancolia eletrônica, esta nova direção parece um renascimento — uma celebração de seguir em frente, encontrar força e abraçar a alegria.
P: Como este som é diferente de sua música antiga?
R: É uma grande partida do indie-pop e das baladas marcantes de "Youth Novels" e "Wounded Rhymes". "Ready to Let Loose" incorpora disco, house dos anos 90 e funk, focando no ritmo e no groove em vez da introspecção.
Música / Som
P: Quais são as músicas-chave para ouvir primeiro?
R: Comece com os singles "No Hotel" e "Highway in Your Head". Eles capturam perfeitamente a energia de pista de dança do álbum e as letras confiantes.
P: Com quem ela trabalhou neste álbum?
R: Ela colaborou de perto com produtores como Björn Yttling e Andrew Wyatt, que ajudaram a criar este som vibrante e com inspiração retrô.
P: Há músicas tristes neste álbum?
R: Os temas são mais sobre empoderamento e libertação, mas a composição de Lykke Li sempre tem profundidade. Você encontrará resiliência e reflexão, mas tudo dentro de uma produção edificante.
Turnês / Performances
P: Ela fará uma turnê para este álbum?
R: Sim. Ela anunciou uma turnê. Consulte seu site oficial ou mídias sociais para as datas e cidades mais atualizadas.
P: O que posso esperar de um show ao vivo de "Ready to Let Loose"?
R: Espere uma performance de alta energia. Embora ela provavelmente toque alguns clássicos, o show será projetado para dançar, com foco nas faixas vibrantes do novo álbum.
Para Fãs / Faixas Mais Profundas