Jeanne Damas é a personificação do estilo da garota francesa. A modelo e estilista lançou sua marca de moda e beleza, Rouje, em 2016. Ela oferece blusas sedosas, cardigãs, saias midi, jeans e seu batom vermelho icônico para quem busca aquele visual despretensiosamente chique.

"Desde jovem, a imprensa me rotulou como a parisiense ou garota francesa definitiva. Foi bom para os negócios, mas nunca foi uma estratégia de marketing", diz Damas.

Agora, uma década depois, a Rouje está entrando em sua próxima fase de crescimento, com o objetivo de evoluir além do arquétipo da "garota francesa", mantendo-se fiel às raízes de sua fundadora. A marca, com receita na casa das dezenas de milhões, está focada na expansão internacional. Atualmente, 55% das vendas são na França, com 45% provenientes de outros lugares. A beleza é outra área-chave de crescimento, representando atualmente de 10% a 15% do negócio. Damas quer aumentar isso para 20% em três anos, impulsionado por novos produtos como um blush que será lançado em abril, além de acessórios e cuidados com os cabelos.

"Os lançamentos de blush e batom complementam o guarda-roupa e fortalecem os rituais diários de nossas clientes. A beleza aumenta a frequência de compra, o valor médio do pedido e a fidelidade do cliente", explica Damas. Sua linha de beleza, Les Filles en Rouje, também inclui batons, produtos para os olhos e cuidados com a pele. O objetivo é que o blush represente 3% da receita de beleza no primeiro ano, crescendo para 10% da categoria posteriormente. "A categoria de beleza é um impulsionador estratégico de crescimento porque aumenta a frequência de compra, a fidelidade, o valor do pedido e o engajamento geral", diz ela.

A marca também está retornando ao setor de hospitalidade com o Café Rouje, que abre em maio dentro de sua boutique na Rue Bachaumont. Damas, cujos pais eram donos de um restaurante, já havia se aventurado nesse espaço com o Chez Jeanne em 2019, que fechou durante a pandemia. O Café Rouje é um esforço para se conectar mais de perto com os clientes. "Como nativa digital, é muito importante para mim dar vida à minha loja ou café para me conectar com a comunidade", diz ela.

Marcas de influenciadores muitas vezes estagnam por volta dos 10 anos, à medida que novos rótulos surgem. Damas considerou isso nos últimos anos, mas não está pronta para abrir mão do controle. A Rouje não tem investidores externos e é totalmente financiada pela fundadora "para controlar nosso ritmo de crescimento, desenvolvimento de produtos e imagem da marca", diz ela. "É assustador ter uma marca girando em torno de uma pessoa, mas quando olhamos para os dados, a marca é mais forte quando estou ligada a ela, porque as pessoas me seguem por um certo estilo."

O Futuro da Rouje

Olhando para frente, Damas está focada em refinar as operações da Rouje e planeja estar ainda mais envolvida. Ela percebeu que o sucesso do negócio depende dela, especialmente em um mercado saturado onde qualquer um pode criar uma marca de moda online. O estilo da garota francesa ainda ressoa? Damas diz que sua base de clientes está crescendo, com compradores pela primeira vez representando 10% da receita em 2025, 5% dos quais são da Geração Z.

Damas, agora com 34 anos, também evoluiu o sortimento de produtos para refletir sua fase na vida. Após ter um bebê, ela lançou a bolona Big Bag da marca e uma calça de malha macia. A linha de cuidados com a pele da Les Filles en Rouje é cronometrada para o que ela diz que sua pele em amadurecimento precisa. "Minhas clientes agora são mães ou também têm carreiras", observa ela.

Para se conectar ainda mais com os clientes, Damas está desenvolvendo um aplicativo móvel da Rouje. "O celular já representa a maior parte do nosso tráfego e uma parcela significativa das vendas. Um aplicativo nos permite criar um relacionamento mais direto e personalizado. Ele nos permite oferecer uma experiência de compra mais suave, com navegação mais rápida, melhor..." O aplicativo aprimora a descoberta de produtos e permite um atendimento ao cliente mais sofisticado por meio de CRM e notificações push", explica ela. "Também ajuda a fortalecer a retenção e a fidelidade, criando um espaço dedicado para a comunidade Rouje."

Para a fundadora Jeanne Damas, o aplicativo oferece maior controle sobre como os clientes experimentam a marca. "As plataformas sociais são canais poderosos de descoberta para marcas como a Rouje, mas são espaços alugados", observa ela. Em contraste, o aplicativo é um ambiente totalmente pertencente à Rouje, permitindo que a marca aprofunde os relacionamentos com os clientes. Enquanto as mídias sociais geram inspiração e tráfego, "os aplicativos tendem a gerar maior engajamento, retenção mais forte e maior valor do cliente ao longo da vida. Os clientes que baixam um aplicativo geralmente são os mais fiéis e tendem a comprar com mais frequência."

Jeanne Damas lançou a Rouje em 2016 e permanece intimamente ligada ao arquétipo da "garota francesa" — embora reconheça que o conceito evoluiu. À medida que os padrões de beleza mudam e ícones como Françoise Hardy e Catherine Deneuve não são mais as únicas referências para o estilo parisiense, Damas define a beleza da garota francesa em três palavras: confiança, autenticidade e personalidade. "Trata-se de não tentar parecer com outra pessoa e abraçar sua identidade e peculiaridades — um nariz grande, dentes tortos — apenas seu eu natural, sem cirurgia", diz ela.

Ela reconhece que estar ligada ao estilo parisiense muitas vezes foi uma vantagem. Quando a tendência do luxo discreto atingiu o pico, um membro da equipe sugeriu suavizar a estética da Rouje. Damas descartou a ideia. "É besteira", diz ela, apontando para a embalagem da marca — inspirada em sua avó e apresentando papel de embrulho vintage com listras douradas e estampas.

"Manter-me fiel ao meu estilo e às minhas raízes francesas tem sido o maior desafio, mesmo com a marca crescendo para 100 funcionários", reflete Damas.

Perguntas Frequentes
FAQs O Guia de Estilo da Garota Francesa Ainda é Relevante?



Iniciante Perguntas Fundamentais



1 O que exatamente é o estilo da garota francesa?

É uma estética de moda inspirada na percepção do chic despretensioso das mulheres parisienses. Enfatiza básicos atemporais e de alta qualidade, uma paleta de cores neutras, silhuetas simples e uma aparência desarrumada, em vez de excessivamente polida.



2 É só sobre camisas listradas e boinas?

Não, isso é um estereótipo. Embora uma camiseta listrada tipo breton seja um clássico básico, o estilo é mais sobre uma atitude e um guarda-roupa curado de peças versáteis — como um blazer perfeito, jeans bem ajustados, um trench coat sob medida e mocassins ou sapatilhas simples.



3 Qual é a filosofia central por trás disso?

A filosofia é "menos é mais". Foca em investir em menos itens, mas de melhor qualidade, que se combinem facilmente, priorizando o conforto pessoal e a confiança em vez das tendências do fast fashion. O objetivo é parecer arrumada sem parecer que se esforçou demais.



4 Quem são alguns exemplos icônicos desse estilo?

Pense em figuras como Jane Birkin, Caroline de Maigret e influenciadoras modernas como Camille Charrière. Seu estilo parece pessoal, ligeiramente rebelde e nunca excessivamente na moda.







Relevância Aplicação Moderna



5 Este guia de estilo ainda é relevante hoje ou está desatualizado?

Sim, seus princípios centrais são mais relevantes do que nunca na era do fast fashion e das preocupações com sustentabilidade. A ênfase em um guarda-roupa cápsula, qualidade sobre quantidade e peças atemporais se alinha perfeitamente com uma abordagem mais consciente de se vestir.



6 Mas não parece muito restritivo ou chato?

Pode parecer, se seguido como um uniforme rigoroso. A abordagem moderna é usar a base francesa — bons jeans, uma boa jaqueta, blusas simples — e injetar sua própria personalidade. Isso pode ser através de uma peça de joia assinatura, um toque de cor na bolsa ou sua escolha de sapatos.



7 Como isso se encaixa com a positividade corporal e a inclusividade?

A imagem clássica era frequentemente muito restrita. Hoje, o ponto relevante a ser levado é a