A 146ª edição do US Open—o último Grand Slam da temporada de tênis—começou ontem no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York. (Estivemos lá para a partida épica, de partir o coração, da primeira rodada à noite, em que Novak Djokovic perdeu em cinco sets para Mariano Navone, embora tenhamos saído antes da derrota de Venus Williams para Sofia Kenin, que terminou às 2h01.) O torneio recomeça hoje e segue pelas próximas duas semanas.
A demanda por ingressos nunca foi tão alta, e as expectativas para os jogadores em quadra nunca foram tão imprevisíveis.
Lembra quando, com a sombra dos chamados Três Grandes—Federer, Nadal e Djokovic—ainda pairando, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner subiram ao topo do ranking de tênis? Por um tempo, houve uma sensação de desesperança porque Alcaraz e Sinner estavam muito à frente de todos os outros. Os fãs de tênis, logicamente, presumiram que as finais futuras teriam apenas esses dois, dando tudo de si em um mundo criado por eles mesmos.
Bem, as coisas não saíram assim, não é? Os dois não se enfrentam desde abril, e com Sinner pulando Nova York devido a uma lesão no joelho, não os veremos se encontrar em um Grand Slam este ano. Alcaraz, o atual campeão masculino, finalmente está de volta ao circuito após meses afastado se recuperando de uma complicada lesão no pulso direito, mas sua condição de jogo está longe de ser certa—deixando o Open totalmente aberto, com muitas possibilidades.
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O cabeça de chave número 1, Alexander Zverev, tem mais a ganhar: com Sinner fora, Alcaraz voltando agora e um sorteio favorável, ele parece ter o caminho mais fácil para um título no lado masculino ou feminino. Mas Grand Slams são eventos complexos e multifacetados, então esse resultado está longe de ser garantido.
Um americano pode dar um passo à frente e encerrar a seca de títulos de 23 anos? (Andy Roddick foi o último americano a vencer o US Open, em 2003.) É definitivamente possível, com o oitavo cabeça de chave Ben Shelton e o nono Taylor Fritz como os candidatos mais óbvios. Mas também há alguns jogadores com cabeças de chave mais baixas capazes de fazer campanhas profundas e emocionantes.
Procurando um azarão, um herdeiro aparente da próxima geração que pode simplesmente vencer tudo? Fique de olho nas partidas das primeiras rodadas do décimo cabeça de chave Arthur Fils, que joga contra Stefanos Tsitsipas hoje às 11h. Fils joga um tênis empolgante, independentemente do resultado—assim como o 12º cabeça de chave Rafael Jodar, que começa seu Open amanhã. Nenhum dos dois deve vencer o torneio inteiro, mas qualquer um deles pode.
No lado feminino, as coisas são ainda mais intrigantes. O número 1 do mundo—depois que Aryna Sabalenka o segurou por mais de 90 semanas consecutivas—está totalmente em disputa. Sabalenka não teve uma temporada de destaque, e embora aceitasse de bom grado um terceiro título consecutivo em Nova York, mesmo isso pode não ser suficiente para manter o topo: é complicado, mas se Elena Rybakina chegar às semifinais, ela se torna a nova número 1; se não chegar, e Sabalenka, Coco Gauff ou Jessica Pegula vencerem o torneio, elas assumem o topo do ranking.
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Dito isso—e com a temporada decepcionante de Sabalenka como ressalva—ela ainda é a favorita. Sabemos que ela é capaz de qualquer coisa em quadra; a verdadeira questão é se ela consegue se livrar das lutas mentais que a têm segurado ultimamente.
Prontas para atacar, claro, estão todas as jogadoras mencionadas acima, além do resto do sorteio, com Rybakina, Gauff e Iga Swiatek as mais ansiosas e capazes de fazer um movimento. O problema, especialmente para Gauff e Swiatek, é a sorte do sorteio—ou a falta dela. Ambas têm caminhos difíceis até as finais, com Swiatek e Rybakina no caminho de se encontrar nas quartas de final, e a quinta cabeça de chave Mirra Andreeva e a décima Amanda Anisimova no caminho de Gauff.
Quanto às apostas de longo prazo, aqui está a versão revisada:
Sua quinta cabeça de chave não a torna exatamente uma azarã, mas Andreeva é sempre capaz de superar seu peso se conseguir manter o foco e a compostura. Enquanto isso, a 11ª cabeça de chave Marta Kostyuk está tendo a melhor temporada de sua carreira e já passou facilmente pela primeira rodada.
Quanto às sempre populares Venus e Serena: Serena optou por não jogar simples no Open, enquanto Venus, como mencionado, já está fora das simples. Elas se uniram nas duplas, mas não saberemos contra quem vão jogar nas primeiras rodadas até amanhã. Juntas, elas venceram 14 títulos de Grand Slam em duplas, incluindo o US Open em 1999 e 2009. Elas conseguem fazer mais uma grande campanha para coroar suas carreiras históricas? As probabilidades estão contra elas—mas quando elas jogaram de acordo com as probabilidades?
Serão duas semanas incríveis—espero vê-los em Flushing. Aproveitem o tênis!
Perguntas Frequentes
Aqui está uma lista de perguntas frequentes sobre o US Open de 2026, focando nas principais histórias que você mencionou
Geral Principais Histórias
P Aryna Sabalenka pode realmente vencer um terceiro título consecutivo do US Open
R Sim, ela pode. Ela é a atual bicampeã e a jogadora que bate mais forte em quadras duras. Se o saque estiver funcionando e ela permanecer saudável, ela é a grande favorita para fazer três seguidas.
P Quem é a maior ameaça para impedir Sabalenka de vencer novamente
R Iga Swiatek é a escolha óbvia porque já venceu Sabalenka antes em grandes palcos. Coco Gauff também é perigosa em casa, e Elena Rybakina tem o poder de igualar Sabalenka golpe por golpe.
P Carlos Alcaraz pode defender seu título do US Open de 2025
R Ele pode, mas é um pedido difícil. Alcaraz adora a energia de Nova York, mas teve uma temporada movimentada. Seu maior problema será manter a consistência ao longo de duas semanas de partidas de melhor de cinco sets.
P Quem é o favorito para vencer o título masculino, se não for Alcaraz
R Jannik Sinner. Ele é o número 1 do mundo e o jogador mais consistente do circuito. Em uma quadra dura rápida como a de Nova York, seu tênis limpo e movimento melhorado fazem dele o homem a ser batido.
P Onde Serena e Venus Williams se encaixam no US Open de 2026
R Ambas estão jogando, mas como convidadas, não como favoritas. Serena está usando seu ranking protegido para jogar um calendário limitado, e Venus está fazendo o mesmo. Elas estão no sorteio, mas realisticamente não se espera que cheguem à segunda semana. Elas estão lá para competir e se despedir dos fãs em seus próprios termos.
P Este é o torneio final de Serena Williams
R Ela não disse isso oficialmente, mas deu a entender que seus dias de jogo são muito limitados. Cada partida que ela joga agora é tratada como se pudesse ser a última, então os fãs estão aproveitando ao máximo.
Perguntas para Iniciantes
P Sou novo no tênis. O que é o US Open?