"Nunca te vi esperar em fila alguma, isso é uma loucura", disse uma amiga à outra após voltar com uma sacola de chocolates para recarregar as energias. Eram 13h23 de sexta-feira 13, com uma sensação térmica gelada de -2°C do lado de fora da boutique da Chanel na 57th Street, em Nova York. Todos estavam ali por um único motivo: conseguir — ou pelo menos ver pessoalmente — as peças recém-disponíveis da coleção de estreia de Matthieu Blazy para a Chanel primavera 2026.

Uma espécie de "Matthieu-mania" recentemente tomou conta das boutiques da Chanel. A coleção foi lançada oficialmente nas lojas de Paris em 5 de março, durante a Semana de Moda de Paris, desencadeando um frenesi de vendas que remete aos áureos dias de sample sales. Editoras, VIPs e VICs (Very Important Clients) correram para as lojas da marca pela cidade para adquirir as novidades, especialmente as bolsas east-west e as sapatilhas de crocodilo gravado, antes que esgotassem.

Para a maioria dos nova-iorquinos que não estavam em Paris, a coleção de estreia de Blazy chegou exclusivamente na flagship uptown nesta manhã. Cheguei às 13h03, três minutos após o horário de abertura oficial da loja, e a fila já se estendia pelo quarteirão. Compreensivelmente, algumas clientes recusaram-se a conversar por questões de privacidade (uma mulher disse que seus pais "a matariam"), mas muitas estavam animadas em compartilhar sua paixão renovada pela marca.

Ao vivo da cena, às 13h24:
"Não sou muito fã da Chanel, mas [Matthieu] mudou a vibe da marca, então pela primeira vez há realmente coisas que eu usaria", disse Barbara, que assistiu aos vídeos do desfile de estreia de Blazy online. Após trocar mensagens com uma vendedora em Nova Jersey, ela soube do lançamento de hoje e estabeleceu um orçamento de cerca de US$ 15.000, já que os sapatos e a bolsa que desejava estavam disponíveis.

"Gostei muito do que Matthieu fez na Bottega [Veneta], então fiquei muito curiosa para ver o que ele faria na Chanel", disse Jennifer, uma contadora de 34 anos. Ela procurava as sapatilhas de crocodilo verde menta e preto — um item de destaque também para os compradores de Paris. Embora goste de acompanhar casualmente conteúdos de moda de editoras e blogueiras, não se considera uma fanática por passarelas que assiste a todas as coleções das grandes marcas. Seu objetivo era comprar peças atemporais como investimento para deixar para sua filha, embora achasse empolgante ver outras pessoas tão entusiasmadas com a coleção.

Os sapatos foram, sem dúvida, o maior sucesso do dia. Zuzu, uma personal shopper comprando para cinco clientes, disse que procurava principalmente as sapatilhas de balé bicolores. Kevin, um profissional de finanças de 26 anos, também estava em busca de uma bolsa maxi flap ou de um par de sapatos. (Se o dinheiro não fosse problema, ele disse que compraria o terno cinza cropped do visual de abertura.)

Como Jennifer — e muitos outros — Kevin começou a notar Blazy durante sua época na Bottega. "Parece que ele está seguindo uma direção mais contemporânea, que combina mais com minha estética do que o que a Chanel fazia antes", disse ele. Considera-se um entusiasta da moda que segue influenciadores como Luke Meagher (HauteLeMode) e Bryanboy, brincando que trabalhar com finanças lhe permite comprar a moda que ama. Para Kevin, Blazy abriu um novo lado da moda: "Sinto que estou pensando de forma mais crítica sobre a cenografia e as escolhas musicais". Os embaixadores da marca, como a estrela Jennie e a modelo Bhavitha Mandava, também são grandes atrativos para ele.

Tão perto, mas ainda tão longe!
Exatamente às 13h31 — 31 minutos após a abertura da loja — uma vendedora percorreu a fila metodicamente. Fomos informados de que a maioria dos itens já havia esgotado, mas seria reabastecida nas próximas semanas. Clientes Muito Importantes (VICs) passaram a manhã inteira dentro da loja com agendamentos privativos, e aparentemente não sobrou muita coisa — ainda assim, a notícia não afastou as pessoas. Na verdade, apenas algumas foram embora. Clientes como Kevin estavam determinados a ver o que pudessem pessoalmente, especialmente com uma das bolsas "esmagadas" encarando-os tentadoramente através do vidro da boutique.

Às 14h35, a fila andava, mas ainda era longa. Apesar de seu status de insider da moda, a Chanel de Blazy energizou as massas — uma façanha verdadeiramente impressionante!

Perguntas Frequentes
Aqui está uma lista de FAQs sobre o burburinho em torno do trabalho de Matthieu Blazy para a Chanel em Nova York, elaborada para soar como perguntas de clientes reais e entusiastas da moda.

Iniciante / Perguntas Gerais

P: Espera, estou confuso. Matthieu Blazy não é o designer da Bottega Veneta? Por que ele está fazendo algo para a Chanel?
R: Sim, está correto. Matthieu Blazy é o Diretor Criativo da Bottega Veneta. O burburinho é sobre uma coleção cápsula específica, altamente exclusiva, que ele desenhou para o Métiers d'Art da Chanel — não como seu designer principal. Foi uma colaboração especial única.

P: O que exatamente ele desenhou para a Chanel?
R: Ele desenhou uma pequena coleção cápsula ultraluxo para o Métiers d'Art da Chanel, que mostra os ateliês de artesanato especializado da marca. Apresentou sua assinatura de luxo discreto e alfaiataria fluida, reinterpretada através dos códigos icônicos da Chanel, como tweed, camélias e correntes.

P: Por que Nova York está enlouquecendo por isso?
R: A coleção estreou em Nova York, tornando-a um grande evento de moda local. Combinou o fascínio de uma maison histórica com a visão contemporânea em alta de Blazy, criando uma sensação de novidade exclusiva e imperdível que ressoa com o público fashion forward da cidade.

P: Posso realmente comprar essas peças em uma loja da Chanel?
R: Era uma coleção extremamente exclusiva e limitada. As peças provavelmente estavam disponíveis apenas sob encomenda especial ou através de consultores de clientes de alto nível, não no piso de vendas geral. A maioria dos itens agora provavelmente só é encontrada no mercado de revenda ou em leilão.

Avançado / Perguntas para Entusiastas

P: O que torna a abordagem de Blazy para a Chanel tão diferente da de Virginie Viard?
R: Virginie Viard desenha para a linha principal da Chanel, focando em uma sensibilidade francesa romântica e despreocupada. A abordagem de Blazy foi mais arquitetônica e focada no "stealth wealth" — materiais luxuosos e construção impecável com um toque moderno minimalista, ainda honrando o artesanato da Chanel.

P: Isso é um sinal de que Blazy pode assumir a Chanel algum dia?
R: Quase certamente não. Esta foi uma colaboração única celebrada, não um teste. Blazy está profundamente envolvido em construir sua própria visão bem-sucedida na Bottega Veneta. É melhor vista como uma