A Lanvin anunciou na sexta-feira que o vice-CEO Siddhartha Shukla está deixando a maison após mais de quatro anos. Andy Lew, nomeado presidente executivo do Lanvin Group — a controladora chinesa da marca, anteriormente conhecida como Fosun Fashion Group — e presidente e CEO da Lanvin em janeiro de 2025, "continuará a supervisionar a marca e suas ambições estratégicas", de acordo com um comunicado do Lanvin Group.

No comunicado, Lew agradeceu a Shukla por suas contribuições nos últimos quatro anos e desejou-lhe sucesso em seus futuros empreendimentos. Shukla refletiu sobre seu mandato, descrevendo-o como "um dos maiores desafios e uma das maiores honras" de sua carreira, e expressou orgulho pelas conquistas da equipe e confiança em seu progresso contínuo.

Shukla trouxe vasta experiência de 12 anos em marketing na Kering, trabalhando com Gucci e Saint Laurent, seguidos por oito anos na Theory, onde atuou como diretor de marca nos dois últimos anos. Ele ingressou na Lanvin em dezembro de 2021 para liderar uma transformação após um período de instabilidade após a saída do estilista Alber Elbaz em 2015, que viu vários diretores criativos passarem pela maison.

Durante seu tempo na Lanvin, Shukla reformulou a identidade da marca, a estratégia de produtos, o conceito das lojas e a direção visual. Ele encomendou uma campanha em preto e branco de Steven Meisel em 2022, apresentando um novo logotipo desenhado pela M|M Paris. Após a saída de Bruno Sialelli em abril de 2023, Shukla nomeou Peter Copping como diretor artístico em junho de 2024, citando um retorno ao "chique supremo" conforme imaginado pela fundadora Jeanne Lanvin.

Desde que Copping ingressou, a Lanvin retornou ao calendário da Paris Fashion Week e registrou crescimento em prêt-à-porter feminino, sapatos e artigos de couro. Sob Shukla, as vendas subiram de €73 milhões em 2021 para cerca de €120 milhões em 2023, embora tenham caído posteriormente para aproximadamente €100 milhões em 2025 em meio a desafios do setor, incluindo um mercado de tênis mais fraco e ajustes na rede de lojas, especialmente na China.

O Lanvin Group, que abriu capital na Bolsa de Valores de Nova York em dezembro de 2022, enfrentou ventos contrários devido à desaceleração econômica da China. Em fevereiro de 2026, vendeu sua marca italiana de moda masculina Caruso. O grupo mantém Wolford, Sergio Rossi e St. John, embora a receita tenha caído 22% no primeiro semestre de 2025, com perdas de EBITDA mais profundas.

A notícia da saída segue o recente desfile da Lanvin na Paris Fashion Week, que recebeu críticas positivas, com Sarah Mower da Vogue Runway observando que apresentou os vestidos mais marcantes desde a era Alber Elbaz.



Perguntas Frequentes
Claro. Aqui está uma lista de Perguntas Frequentes sobre a saída de Siddhartha Shukla da Lanvin, projetada para responder a perguntas desde as básicas até as mais detalhadas.





Perguntas Básicas



1. Quem é Siddhartha Shukla?

Siddhartha Shukla foi o Diretor Executivo (CEO) da histórica maison de moda francesa Lanvin.



2. Siddhartha Shukla realmente deixou a Lanvin?

Sim, foi oficialmente confirmado no final de 2023 que Siddhartha Shukla deixou seu cargo como CEO da Lanvin.



3. Quando ele saiu?

Sua saída foi anunciada em novembro de 2023.



4. Por que ele saiu?

Os comunicados oficiais citaram um acordo mútuo para se separar e o desejo de Shukla de buscar outras oportunidades. É amplamente relatado que sua saída se deveu a desentendimentos com a controladora, Lanvin Group, sobre a direção estratégica e o desempenho financeiro da marca.



Perguntas Avançadas / Estratégicas



5. Por quanto tempo ele foi CEO da Lanvin?

Ele atuou como CEO por pouco menos de dois anos, tendo sido nomeado em janeiro de 2022.



6. Qual era sua formação antes da Lanvin?

Shukla tinha um forte histórico no setor de luxo e em estratégia. Ele ocupou cargos sênior na Chloé e foi sócio na consultoria McKinsey & Company, onde focou no setor de luxo.



7. Qual era a principal estratégia de Shukla para a Lanvin?

Sua estratégia focava em elevar o posicionamento da marca, aumentar os preços e reduzir a dependência de descontos e canais de atacado para reconstruir seu apelo de luxo. Ele também trabalhou na modernização de suas coleções e experiência de varejo.



8. Que impacto sua saída teve na marca?

A saída criou incerteza sobre a direção futura da Lanvin. Destacou os desafios contínuos que a marca enfrenta em seus esforços de reestruturação e levou a especulações sobre uma possível mudança de estratégia sob nova liderança.



9. Quem o substituiu como CEO?

Até o momento, uma equipe de liderança interina do próprio Lanvin Group tem gerenciado a marca enquanto um sucessor permanente é procurado.



10. Seu mandato foi considerado bem-sucedido?

As opiniões são divididas. Ele foi creditado por iniciar o difícil trabalho de reposicionar a marca, afastando-a de grandes descontos. No entanto, os resultados financeiros durante seu mandato permaneceram desafiadores, com a marca continuando a reportar perdas, o que, em última análise, levou aos desentendimentos estratégicos.